Crianças e jovens com um desenvolvimento psicológico mais saudável só traz vantagens!

Um consultor parental para quê? (com vídeo)

By Antonio Valentim • June 25, 2012 • Filed in: Um consultor parental para quê?

A educação, a forma de interagir com os filhos, a sua forma de construir a relação com eles, deixa as suas marcas no futuro carácter dos mesmos. Hoje, mais do que nunca, sabe-se que muitas das nossas práticas educativas, que se acredita serem saudáveis têm um efeito negativo na saúde mental, no bem-estar psicológico e emocional tanto nas crianças como nos jovens, consequentemente nos futuros adultos da nossa sociedade.

Em boa verdade, não existe nenhum Encarregado de Educação que deseje o “pior” para os seus filhos. Contudo, muitas das práticas educativas utilizadas com nossos filhos e crianças em geral e que são repetidas de geração em geração, são contraproducentes, nada saudáveis.

E será que os Encarregados de Educação não poderão estar melhor munidos, melhor preparados para enfrentar os desafios que se lhes apresentam? Ao fim e ao cabo, não se trata da saúde mental, do bem-estar psicológico e emocional, das pessoas mais chegadas e de quem tanto se gosta? Repare que as mudanças na vida social não foram nada poucas e que vieram ainda mais complicar a relação com os filhos, tais como:

– A mudança das próprias relações no seio familiar (ambos os pais trabalham fora de casa, as relações com os avós são diferentes e a própria existência de muitas famílias recompostas ou monoparentais);

– O pouco tempo disponível para estar com eles;

– A vida mais stressante da grande maioria das pessoas.

Tudo isto não ajuda em nada o conseguir-se ter uma perspectiva saudável para se lidar com os filhos!

Acrescenta-se ainda o mundo complexo e superestimulante em que as crianças e os jovens vivem actualmente! Basta que se repare na diversidade de produtos nos supermercados ou o fluxo colossal de informação… da influência dos meios de comunicação.

A sociedade nunca se tinha deparado ainda com tanta diversidade, com tanta influência, com tanta mudança em tantas áreas. Pode perguntar-se então qual é o impacto que tudo isto suscita nas crianças tendo em conta que elas ainda não têm capacidade mental para gerir tanta informação? Qual é o resultado que tudo isto provoca nas crianças?

É sabido que a criança quer tudo o que vê… lida muito mal com a frustração. Não a suporta! Por exemplo, pede-se-lhe para desligar a televisão ou o computador e ela põe-se logo aos gritos. Como actuar nestas condições? Colocam-se limites aos quais ela não obedece? Diz-se algo para a criança fazer e ela não o faz ou se o faz é de mau modo? É desesperante…

Perante estas situações pensa-se que restam poucas alternativas: ou se deixa a criança ser “dona e senhora” lá em casa ou se envereda pelos gritos, pelas ameaças, pelas humilhações, ou tentar-se culpabilizar a criança ou ainda recorrer-se às palmadas e/ou aos castigos. Serão estas as únicas alternativas que em nada são salutares?

Caro leitor, vamos reflectir um pouco:

Será que colocar limites significa agredir ou castigar a criança? Ou será que o castigo serve apenas àquele pai que não sabe o que fazer com os comportamentos da criança; ou porque ele próprio foi “vítima” desta forma de educação pelos próprios pais (veja mais abaixo o documentário de sensibilização da – Fondation pour L’Enfance)? As regras e os limites são fundamentais, mas há formas de levar a criança a aceitá-los sem a maltratar apoiando-a a lidar com a inevitável frustração ou com o constrangimento.

Castigar, gritar… não será rebaixar a criança, correndo-se o risco de a tornar cada vez mais insensível, de desenvolver menos capacidade de empatia para com os demais e de interiorizar a ideia que quando se ama uma pessoa bate-se nela quando ela não obedece, sem se importar se se está a tratá-la mal ou não?

Claro que o castigar ou o gritar não vai impedir a criança de crescer. Mas em que estado mental, com que medos enraizados, com que tensões acumuladas ou com que outros bloqueios emocionais? Será que isso vai ajudar o futuro bem-estar da “pessoa em desenvolvimento” de quem tanto se gosta?

Quanto sofrimento, quanto mal-estar existe na vida de muitos adultos que tem a sua raiz na infância. Os medos enraizados na infância desencadeiam receios, aumentam as angústias perante o futuro e perante o que é diferente, servem a violência ou encaminham para o outro extremo, ou seja, o da submissão doentia. Mas nunca favorecem futuras relações salutares. Qualquer discordância descamba quase sempre em violência física, verbal ou insidiosa. O historial das relações difíceis da infância repete-se na idade adulta com as pessoas mais próximas.

In fine… para quem quer ajudar uma criança a crescer saudavelmente não fará mais sentido apoiá-la a desenvolver as competências necessárias para que ela conduza sensatamente a sua vida? Ora estas competências podem ser desenvolvidas nas crianças e nos jovens de uma forma saudável se os pais estiverem melhor preparados para esse fim, sem nunca esquecer de que cada caso deve ser personalizado no seu contexto familiar. E tudo isto sem que os pais tenham de se tornar nuns “especialistas”.

O escritor francês Romain Rolland (Prémio Nobel da Literatura em 1915) escreveu que “agir é acreditar” e, neste novo século provedor de desafios, pode acrescentar-se que se se souber como agir acaba-se por concretizar o que se acredita.

Dê o próximo passo! Aconselhe-se com um técnico da especialidade! É um investimento que vale a pena.

Aconselha-se a ler também, no mesmo site, os artigos intitulados:

Como dar atenção à criança mesmo com pouco tempo disponível?

Como valorizar uma criança para que se sinta aceite, compreendida e respeitada

Como incutir na criança o gosto pelo esforço?

Encarar o erro noutra perspectiva

A importância de se estabelecer regras e limites à criança

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