Crianças e jovens com um desenvolvimento psicológico mais saudável só traz vantagens!

O respeito por si próprio e o amar-se a si mesmo

By Antonio Valentim • April 30, 2015 • Filed in: Ansiedades, Auto-Estima

Antes de tudo, sê leal contigo próprio e, tanto infalível como a noite segue o dia, nunca poderás ser desleal com os outros (Shakespeare).

Quantas pessoas não haverá que crescem sem dar a devida importância ao respeito por si próprias nem desenvolvem o amar-se a si mesmo sem cair no egoísmo. Quem é que não foi educado com o ”tu deves” ou “tu tens que fazer isto ou aquilo”, ou ainda com o “para de te queixares”, “não sejas parvo/a”, “cala-te”, etc… Enfim, duma forma geral, crescem com imposições, com obrigações sucessivas, com etiquetas “enraizadas”, com estigmatismos crónicos, com a ideia de que os sentimentos são para serem controlados, de que se tem que suportar o insuportável. É desta forma que se começa a interiorizar a ideia de que a pessoa não vale nada atrofiando-se o alcance à consciência de si própria. Depois, como é que se pode tomar decisões apropriadas se não se desenvolve a consciência de si?

Na sequência disto a pessoa desvaloriza-se, desrespeita-se, fragiliza-se psicologicamente precisando, para se reequilibrar, ainda mais de apoio, de reconhecimento, de valorização e de carinho o que, inevitavelmente, faz com que se ligue facilmente a quem a poderá até fazer sofrer. Como é que isto é possível? É possível porque quem a faz sofrer é sempre uma referência, alguém que ela já conhece e em quem se pode apoiar mesmo que os seus comportamentos e as suas atitudes lhe sejam desfavoráveis ou até “odiosas” porque enfrentar o vazio, a indiferença, ainda é pior porque se encontrar fragilizada. 

A nossa cultura transmite a ideia de que tudo o que é inconfortável, penoso, estressante tem que ser reprimido ou eliminado recorrendo até, se for necessário, a produtos (medicação, drogas, álcool, entre outras possíveis). Indireta e subtilmente, semeia-se a ideia da culpabilização doentia, de que a pessoa tem um mau íntimo, de que é má por natureza. Quando se faz acreditar a uma criança, e mais tarde quando já é mais crescida, de que é má, esta acaba por não querer olhar para ela própria, para o que ela é realmente, para aquilo que sente. É como se começasse a “afastar-se” do seu interior magoado e daquilo que deveria potencialmente desenvolver nela. Acaba por criar um fosso, um vazio interior e desenvolve todo um conjunto de defesas para não sentir o sofrimento.

Pior ainda, em certos extremos, a criança, e mais tarde já como adulta, é levada a se odiar a si própria. Encobre este ódio irrevelável mas bem ativo no seu interior e projeta-o nos outros por os achar diferentes dela ou por outras razões que a torna intolerante ou mesmo violenta. Mesmo assim, para continuar a viver, ela entra num ciclo vicioso de procura de satisfações superficiais escassamente compensatórias (incluindo situações que passam despercebidas como: dar doentiamente importância ao orgulho, procurar ter uma sensação de poder “espezinhando” os demais ou querer manter uma juventude eterna, uma beleza perfeita…).

De forma inversa, para se sentir bem com ela própria tem que começar por restaurar a sua própria sensibilidade, reconhecer o que se encontra dentro dela quer seja tanto agradável como desagradável. O gostar de si própria passa pela capacidade de sentir, de desenvolver o que ela realmente sente, para depois aprender a lidar com isso. Esta forma de estar na vida guia-a saudavelmente rumo à harmonia consigo própria e também na relação com os outros. É completamente diferente da atitude de se admirar ou de estar fascinada pela sua aparência física ou intelectual. A pessoa que auto se admira é insensível a si própria, não gosta de si mesma, porque apenas se contempla pela forma como age. Vive numa ilusão daquilo que ela gostaria de ser mas que, na verdade, não o é. Ela admira o que resplandece no seu exterior mas não quer, sobretudo, sentir o que se encontra no seu íntimo.

Uma pessoa que pretende ser admirada idealiza uma imagem dela própria que raramente corresponde à realidade. Necessita constantemente de ser valorizada em excesso e logo é levada, para se distinguir, a pensar de forma exagerada de que é melhor do que os demais (envereda-se para o mundo da arrogância, da prepotência). Porém, no fundo, o que consegue é um reconhecimento superficial, uma fachada, com um “núcleo” magoado oculto. Ou então, e dependendo da sua vivência anterior, vai para um outro extremo (o mundo da dependência, da sujeição) necessitando de ser aceite consecutivamente pelos outros, com a tendência para pensar como eles e sem conseguir alcançar o que mais precisa, ou seja, um verdadeiro reconhecimento de si própria, como pessoa distinta e única. É uma submissão ansiosa para não estar só, para ser aceite. A submissão é sempre melhor do que o sofrimento causado pela indiferença ou do sentir-se abandonada e mantém-se mesmo assim numa relação descabida.

Todavia, a submissão provoca a anulação dela própria e não a ajuda, enfraquece-a. Perde a energia vital para viver com alegria ficando o seu sentido existencial abalado. Ora, portanto, assim fragilizada encontra-se em “perigo” numa relação. É uma presa fácil de ser manipulada por aqueles que se encontram no outro extremo com pouca ou nenhuma visão humana. É complicado e pode ser bastante doloroso envolver-se numa relação sem gostar de si própria! Respeitar não significa de forma alguma ter de se submeter.

O amar-se a si próprio é tomar consciência das suas qualidades, dos seus defeitos e acompanhar o sentido disso com uma visão do mundo em que esteja presente o respeito pelo outro. A pessoa tem que sentir que existe por aquilo que de facto é para, depois, fortalecer as suas competências e, por sermos seres sociais, sentir-se tanto útil no olhar dos outros como valorizada nas suas ações.

Esta simples condição humana permite à pessoa gostar mais dela própria e assim, conseguir ter o reconhecimento dos outros por aquilo que ela é de autêntico sem enveredar no “fazer por fazer”. Como é que uma pessoa pode gostar dela própria se se envolve apenas no “fazer por fazer”? A necessidade de reconhecimento é mais importante do que vulgarmente se pensa e não tem nada a ver com recompensas efémeras e ilusórias. No reconhecimento a pessoa sente um bem-estar ao encontrar o olhar (atencioso, compreensivo, apreciativo) de uma outra pessoa. Às vezes, para acompanhar este olhar, basta uma mão no ombro, uma atitude de simpatia ou uma tentativa de empatia. Para satisfazer esta necessidade psicológica de reconhecimento humano não é necessário obrigar a pessoa a falar principalmente de situações complicadas. Esta simples atitude pode ser uma inimaginável fonte de apaziguamento e de libertação.

Em contrapartida, as recompensas fazem parte das coisas, do mundo dos objetos, das suas avaliações, tornam-se apenas momentos de breves prazeres. Mas o reconhecimento humano não, esse vai muito mais além, pois coloca a pessoa na dimensão sã por ser humana, por ser de valor incalculável. Isto ajuda-a modestamente a estar no mundo, a sentir uma razão para existir como alguém diferente no relacionamento com os outros.

Este reconhecimento sem recompensas materiais começa desde muito cedo logo quando a criança sente no olhar da mãe uma segurança, um bem-estar, um sentido de que existe. Este olhar acompanhado com um sorriso tranquilizador pode ser simbolizado pelo sorriso da Mona Lisa pintado por Leonardo Da Vinci (1452-1519). É como se o sorriso da mãe manifestasse um reconhecimento por a criança existir e concedesse um sentido à continuação dessa existência, o que é um direito a desfrutar a vida.

A ausência de haver um reconhecimento pelo outro defrauda a pessoa patologicamente, faz com que perca o sentido da vida na sua real dimensão e leva-a durante toda a sua existência a procurar compensações passageiras sem nunca conseguir alcançar o que verdadeiramente necessita como pessoa humana. Pode então enveredar por outras compensações, sem ser as já referidas, como por exemplo ficar dependente da internet, comprar compulsivamente, refugiar-se em meditações para não sentir as frustrações amontoadas, necessidade de se colocar em situações de perigo incluindo comportamentos sexuais de risco, refugiar-se no trabalho,  no desporto ou na comida, acumular bens materiais desnecessários, comportamentos obsessivos repetitivos, e assim por diante. As escolhas compensatórias são inúmeras mas, mesmo assim, o mal-estar permanece encoberto.

O celebérrimo filósofo francês René Descartes (1596-1650) escreveu na sua obra – Recherche de la vérité par les lumières naturelles – que “aquele que é tratado como um idiota pode ter mais bom senso do que aquele que é erudito, letrado ou sábio.” Um homem honesto não precisa de saber muita coisa, basta que desenvolva nele, pelo menos, a visão humana da realidade. O sábio que não pensa por ele próprio, que se contenta em repetir as palavras dos outros, será que tem suficiente autoconfiança para pensar de forma diferente? Será que não alcançou ainda um nível de maturação adequado ao conhecimento adquirido? Ou ainda será que não gosta de si mesmo e prefere refugiar-se no papel de erudito? A verdade é esta, o progresso da ciência ocorre quando esta é posta em causa. Sabe-se que na ciência a resposta possível a cada pergunta origina muitas outras e assim sucessivamente.

Há também pessoas tão agarradas a princípios, a tradições, a preconceitos, que se prejudicam a si próprias ou aos outros e que mesmo confrontadas com a veracidade dos factos não querem ver nem mudar uma vírgula sequer à sua forma de pensar, nem tentam rever a situação. Quanto mais se insiste em fazer-lhes ver a realidade mais se enfurecem. O que poderá esconder esta obstinação para não refletir? O que terão elas vivido ao longo da vida, de uma forma desequilibrada, para se apegarem com tal afinco a esta atitude, com esta insistência? Não será que adquiriram um medo à mudança? Ou que evitam qualquer mudança para manterem uma ilusão de controlo, para não enfrentarem o que não querem ver de desagradável nelas e criando, assim, o seu próprio mundo, apoiando-se nos princípios, nas tradições, nas crenças que lhes oferecem um mínimo de segurança, uma forma de poder absoluto que pretendem também manter sobre os outros? Será que é uma forma de querer parar o tempo, porque o tempo conduz forçosamente à mudança?

Todas estas formas sem sentido de lidarem com elas próprias e de se relacionarem com o seu semelhante geram: tensão, ansiedade, confusão e sofrimento. Toda esta agitação desconfortável não cria condições favoráveis, tranquilas, não permitem uma paz interior para se tomarem decisões ou soluções adequadas à realidade. Estas pessoas acabam por se tornarem nuns eternos insatisfeitos e nunca se sentirão apreciados como deviam. O mínimo desacordo é vivido como algo de trágico, provoca a sensação de não gostar de si próprio ou, pior, vai confirmar o que sempre desconfiou – um ser insatisfeito perpétuo. É uma situação que não ajuda, por teimosia, a criança, o jovem, o adulto, a ser leal com ele próprio, a se respeitar como pessoa segura e distinta dos outros. Porquê?

Porque tudo o que a pessoa sente, inclusivamente a própria intuição, é eliminada, é negada e substituída por aquilo que se espera sempre dela. O que conta são os tais princípios, as tais tradições que mesmo deslocadas da época são sempre uma referência para quem vive numa insegurança interior. Pouco interessa o que a pessoa possa sentir. Transmite-se a ideia de que quando se sente algo é porque a pessoa é fraca ou mesmo idiota. Pensa-se que o homem é um animal racional, quando na verdade, o inconsciente domina-o mais do que se pensa. Na tomada de decisões o inconsciente repleto de incongruências acumuladas mantém muita influência. Repete e repete incessantemente as mesmas atitudes e ações despropositadas com uma impulsividade tal que o consciente não consegue conter. Como se o inconsciente emitisse uma mensagem da qual não consegue libertar-se sem que haja uma introspeção. Daí ser uma obrigação fazer esta introspeção, que “bate à porta” vezes e vezes sem conta, até a pessoa se reencontrar na sua dimensão humana sã.

Há que ter também em conta a importância que se deve atribuir às mensagens interiores da pessoa utilizando uma mera comparação: se colocar a mão perto demais do lume, sente uma dor e retira-a de imediato. Se não sentisse a dor a pessoa nem se apercebia que se estava a queimar.

Repare então na subtiliza da mente onde em situações menos claramente definidas, as emoções, os sentimentos avisam a “alma”, a pessoa, para possíveis perigos. Porquê desperdiçar este subtil aviso de grande ajuda? As emoções são os melhores aliados para ajudar a enfrentar a vida. Se a pessoa não permanecer atenta e em contacto com os seus sentimentos como é que sabe se a sua “alma” não estará a ser destruída numa relação?

Se a pessoa não aceitar a possibilidade de se sentir contrariada, confusa ou desconfortável como é que sabe qual é o momento certo para impor limites ao outro, recorrendo a uma expressão zangada com um tom emocional adequado, para dizer não, para dizer: “para com isso” ou ainda “não te permito o que me estás a dizer ou a fazer”. Como é que a pessoa pode gostar dela própria se não sabe o que fazer com o que sente ou se tem receio de se expressar?

Por vezes a confusão mental é de tal ordem que a pessoa interpreta mal as emoções, confundindo umas com as outras ou escondendo-as! Por exemplo: a tristeza que se manifesta pode disfarçar uma zanga reprimida há muito tempo, a fúria pode encobrir frustrações que foram acumuladas doentiamente, a culpa que se sente quando se deveria desfrutar alegremente uma situação ou a sensação de ansiedade porque não se consegue descrever o que se sente. As emoções que se controlam não desaparecem, mas transformam-se em ansiedade que vai aumentando em função da repetição das tentativas de controlo. Com tais embaraços, como é possível a pessoa se amar a si própria e ter de si uma consciência real? Enquanto não tiver consciência de si própria dificilmente conseguirá ter uma visão autêntica do outro! Quanto muito projetará nele o seu próprio imaginário. Iniciar-se-á então um ciclo de tentativas maníacas para que o outro corresponda aos seus desejos ou para que preencha as suas carências. É assim que se entra numa luta desgastante e pouco proveitosa.

As emoções são como se fossem uma bússola para nos orientar. Se não se é apoiado a descodificar, a interpretar a mensagem da emoção ou, pior ainda, levado a desligar ou a inibir o mensageiro (recorrendo também à medicação, às substâncias ou andar a correr para não pensar ou ainda sempre ativa para evitar sentir algo de desagradável), está-se numa situação idêntica àquela de quando se desloca às escuras num espaço com obstáculos. O que é que acontece? Corre-se o risco de se magoar, de ficar com hematomas. É assim que inúmeras pessoas andam quando recorrem a múltiplas contrapartidas para não sentirem tanto o sofrimento, para não terem tempo para pensar, para pararem. Querem estar sempre ativas para não sentirem nada. Preferem uma insensibilidade interior e, assim, deixarem de sofrer porque negam, reprimem o que sentem, desligam as “luzes de alarme”. Perante isto permanecem numa “morte emocional” tentando sobreviver de aparências superficiais na esperança de proporcionarem a si próprias uma ilusão de estarem vivas.

Acrescenta-se que nos últimos 15/20 anos com o desenvolvimento dos computadores, com os ecrãs de todo o tipo, com os novos meios de comunicação que transmitem um ideal de vida parece que se vive mais intensamente, tudo aparenta ser mais rápido. O tempo parece fugir.  Que paradoxo, que angústia para aqueles que receiam a mudança. Cada vez mais se vêem produtos de consumo estimulantes, bebidas energéticas (veja-se a publicidade direcionada para o desporto), o que dá ainda menos espaço para se sentirem as “coisas”, para se desfrutar a vida no presente na sua verdadeira dimensão, para se aceitar e adaptar-se naturalmente à evolução da vida.

Todavia se a pessoa se permite, e em muitos casos tem que ser apoiada, interpretar o que sente, é como se acendesse uma luz para caminhar na vida e cria melhores condições para se manter numa relação saudável.

A pessoa que reconhece as suas emoções, os seus sentimentos e não é arrastada pelos mesmos, que é leal a si própria, respeita-se melhor. Reconhecer e aceitar uma emoção não significa que se aceita a sua causa mas simplesmente que se aceita a sua manifestação. Em vez de resistir às emoções esteja recetivo a elas. Todavia não se deixe sobrecarregar pelas mesmas e observe-as. É uma boa forma para depois, sim, controlar melhor os seus atos e aceitar as suas consequências com o sentido de responsabilidade no respeito pelo outro. É já um início para começar a gostar de si!

Este reconhecimento emocional permite-lhe existir como pessoa levando-a a conseguir respeitar melhor os outros e a ser respeitada por eles. Parece algo simples mas para se ser respeitada por alguém tem que, primeiro, sentir que existe como pessoa aos olhos do outro, sem a sensação de estar a ser posta de lado, a ser negada, inferiorizada. Em certos contextos o outro interlocutor tem que ser ajudado ou mesmo afastado para perceber que o que tem à sua frente é um ser humano e não um objeto à sua disposição ou uma projeção do seu imaginário. Que é uma pessoa distinta que não se importa com a confrontação, que sabe manifestar a sua zanga quando sente que o seu espaço psíquico é invadido. Mas tudo isto sem violência, sem recorrer a insultos e que, para se alcançar, tem que se aprender, que se trabalhar, que se desenvolver. O não saber respeitar o outro não terá mais a ver com a imaturidade afetiva, com um desequilíbrio mental, com uma atrofia no desenvolvimento, como uma pauperização na visão humana, do que com a maldade que poderá existir em si? Por isso, quanto mais a pessoa se sente existir no olhar do outro mais capaz está para o ouvir, para refletir sobre o que ele possa dizer, para o aceitar ou não sem ficar abalada. Ao invés, quanto mais a pessoa se sentir inexistir e ser incompreendida pelo outro, mais se retrai, mais se defende e mais difícil se torna ouvi-lo, respeitá-lo, menos ainda o aceita.

É necessário aprender a dar respostas às emoções e não reagir a elas. Reagir é um simples reflexo que pode ter consequências nefastas, enquanto responder significa fazer uma pausa para escutar o que elas querem transmitir, para pensar sobre elas e para ponderar uma resposta mais adequada. Permite também alimentar a autoafirmação saudável. Esta autoafirmação, de si próprio e no respeito pelo outro, é a capacidade de expressar um ponto de vista pessoal sem agredir a integridade do oponente. Há uma confrontação com as opiniões, com as atitudes do opositor num contexto de aprendizagem construtiva para se refletir, para se progredir e para se melhorar sem imposição. À medida que se vai acumulando experiências diversas, que levam a pessoa a considerar-se como competente na gestão das suas emoções, mais confiante se vai sentindo começando a autoconfiança a crescer naturalmente sem cair no egoísmo.

Como é que se pode ser suficientemente independente emocionalmente se a pessoa se desvaloriza, se não respeita o que sente? Uma pessoa para enfrentar a vida e ser autónoma afetivamente, para fortalecer as suas competências, para se manter próximo dos outros, tem que decidir por ela própria para depois sentir-se saudavelmente responsável das consequências. No entanto, para conseguir a maturação de tudo isto é, em muitos casos, necessária uma ajuda psicológica até conseguir fazê-lo sozinha. Esta norma aplica-se tanto para as crianças/jovens em desenvolvimento como para os adultos, estes, em sofrimento psicológico.

Em suma, não se pode controlar ou alterar uma emoção que se sente mas pode-se mudar o relacionamento que se mantém com ela. Uma emoção indica uma ação a ser concretizada, uma decisão a ponderar para ser tomada depois. Nesta condição, uma pessoa ao respeitar o que sente age em conformidade e começa a gostar mais de si própria. Está mais consciente de si o que a leva a escolher melhor livremente, a assumir a responsabilidade da sua escolha, a saber respeitar-se, a impor-se e a defender-se perante qualquer um que a desrespeite sem necessidade de recorrer nem à violência nem aos insultos. No fundo tudo isto requer um trabalho sobre si para encontrar um justo equilíbrio dinâmico entre a liberdade interior e os constrangimentos sociais. Está na hora de pegar nas suas mãos o rumo da sua vida para melhorar o seu bem-estar!

Proximamente será publicado um vídeo suplementar sobre o mesmo tema:

O respeito por si próprio e o amar-se a si mesmo

Resumo

Ver-se-á a dificuldade que uma pessoa pode ter perante simples fatos da vida, como por exemplo descrever-se a si mesma, manifestar amor por si durante um diálogo com uma outra pessoa específica. No final do filme são apresentados destaques que indicam algumas atitudes desapropriadas, e inconscientes, de adultos para com as crianças/jovens, sem intenção de prejudicar, que levam crianças/jovens a se desvalorizarem, a não gostarem deles próprios, dificultando o processo de maturação natural para enfrentarem a vida e manterem relações sãs.

Aconselha-se a ler também, no mesmo site, os artigos intitulados:

O que esconde a vontade de querer convencer?

Não seja vítima duma relação perversa narcísica!

Numa nova era com escassos recursos financeiros não se terá que repensar a forma de como cada um deverá estar na vida?

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Comments

By Anabela Borges on May 25th, 2015 at 3:02 pm

Mais um excelente artigo, muito bem estruturado!

By celestina oliveira on May 25th, 2015 at 10:35 pm

Muito Obrigada! Um excelente artigo sempre útil e atual.

By Fernando Ildefonso on May 26th, 2015 at 4:27 pm

Meu caríssimo amigo António

Obrigado por mais esta oportunidade de aprendermos mais e melhor sobre a complexidade da natureza e do comportamento humano. Especialmente a orientação do saber para o contexto da vida real do quotidiano, afinal o cenário em que todos actuamos. Parabéns por mais este interessante artigo.

Fernando Ildefonso

By Nuno Cabeçadasa on May 26th, 2015 at 8:23 pm

Resumindo..esse extenso artigo com que basicamente concordo se a minha opinião é correta…diz-nos que “nem tanto ao mar nem tanto à terra”. O respeito por nós próprios devee fazer-nos também respeitar aqueles que educamos( filhos..netos) e também as pessoas com quem convivemos. Nem criar seja a quem for a ideia que “ºnao presta” mas também não endeusar como se a pessoa em causa fosse um supra sumo
Interpretei bem o seu pensamento?
Cumprimentos
Nuno Cabeçadas

By José Rosado on June 10th, 2015 at 11:02 am

Muito obrigado pelo seu trabalho.
Este artigo faz-me pensar, questionar muitas coisas e ajuda a perceber os porquês.

Muito obrigado.

By Ana Rosendo on June 11th, 2015 at 11:02 am

Fantástico.
Gostei imenso.

Obrigada, pela partilha.

Cumprimentos,

Ana Rosendo

Adorei!
Artigo extremamente útil e que ajuda a compreender muitos dos meus comportamentos e emoções, bem como dos que me rodeiam.
Que continues a ser luz para todos nós com a partilha das tuas ideais, reflexões e sugestões práticas inovadoras!
Muito obrigado amigo!!

By Lina Nascimento on August 26th, 2015 at 10:57 am

Outro grande artigo

Alerta-nos para o perigo de desligarmos as nossas “luzes de alarme” pensando estarmos a viver uma boa vida, ilusóriamente.

Muito obrigada por mais este momento de reflexão.

António, o tema do artigo é imperativo de muita admiração, pois uma das enormes dúvidas que podemos ter na vida vem da questão: “Quem sou eu?”

Quantas pessoas não existem, sem o sentimento de que existem como pessoa? E tudo isto nos leva ao grande universo das emoções que referiste no artigo. E à descoberta da lealdade por nós mesmos, pela nossa própria natureza, pela nossa consciência, decisões e transformação.
Perceber que existimos como pessoa é capital e conhecer o nosso mundo interior e trazer ao de cima o melhor de nós para ajudar “o outro” (cada vez com mais emoção e mto menos materialismo) é especial para nos fazer sentir bem.

Gostei da parte do artigo em que falaste sobre o reconhecimento, foi mto agradável ler. Obrigada! Beijinhos, Marisa.

By Olga Marques on October 7th, 2017 at 7:57 pm

Voltei a ler o seu artigo passados dois anos e agora faz ainda mais sentido tudo o que lá diz! O reconhecimento das nossas emoções e o aceitá-las de forma natural, isto é, não se deixar levar por elas, o reflectir sobre as mesmas leva-nos a um conhecimento maior sobre as nossas próprias fraquezas.e como consequência a um maior conhecimento sobre nós próprios. Estou encantada!
Sei hoje que sou uma das faces de uma mesma moeda e encaro isso com muita serenidade. Obrigada!

 

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